É fácil notar os inúmeros entusiastas da tal Web 2.0, empresas e desenvolvedores tirando proveito ao prometer serviços de acordo com as tendências da nova Web (em que Web estamos mesmo?). Não acho errado, é mais simples que explicar diversos conceitos técnicos a seus clientes, o problema está quando o foco do projeto passa a ser a tecnologia e não o usuário em si.
Antes de pensar em “Web 2.0″ é fundamental dominar alguns itens básicos como [BP:215]usabilidade[/BP], acessibilidade, semântica e design. Mas na prática vemos diversas páginas com [BP:215]JavaScript[/BP] obstrutivo, efeitos visuais exagerados e layouts confusos cheios de brilho. É uma falha grave esquecer-se do básico.
- JavaScript pode ser ótimo, mas não deve utilizar muitos recursos do sistema e nem ser obrigatório para navegar pelo site;
- Efeitos visuais são bem vindos em alguns momentos, como indicar uma alteração ou exibir algum alerta. Mas nunca a cada movimento do usuário;
- Layouts podem ser bem trabalhados, mas se não forem fáceis de se usar perdem todo o sentido que é servir o conteúdo de forma agradável.
Jakob Nielsen está certo ao dizer que a Web 2.0 está fazendo empresas e desenvolvedores negligenciarem o bom design, aquele voltado a facilitar a vida do usuário. Nesses casos o termo parece inadequado, deveria ser algo como “Web 0.1alpha”, coerente com o retrocesso.
Se você deseja desenvolver aplicações web e sites modernos, comece aprendendo o básico de acessibilidade, usabilidade, semântica e design. Somente respeitando esses itens a web pode realmente evoluir e a experiência do usuário ser cada vez melhor.












