Sobre acessibilidade, flash e desenvolvedores

Apesar do assunto acessibilidade na internet estar sendo muito discutido (principalmente depois de ser alavancado pelo vídeo da Acesso Digital) muitos desenvolvedores ainda não entenderam a sua importância, o resultado é que não a aplicam em seus projetos, vejo isso claramente em algumas discussões da WDdesign.

O maior problema está nos sites inteiros em flash, que raramente possuem uma versão em [BP:215]HTML[/BP] ou [BP:215]XHTML[/BP] para fins de acessibilidade e até mesmo SEO, seu conteúdo fica restringido a um número menor de pessoas e essa é uma matemática bem simples: você perde possíveis clientes ou vendas. Muitas vezes esses sites são criados por designers que sabem muito de design mas nada de design para internet.

Na verdade não vejo motivo algum para um site ser inteiro em flash, a página da empresa que criou a tecnologia não era, e nem a da atual dona, mas essa ainda é a escolha de muitos clientes e desenvolvedores. Acontece que não há complicação em criar uma versão [BP:215]HTML[/BP] (nem precisa de estilos) para quem não possui o Flash Player, e não adianta dizer que 99,9% possui, pois na minoria você achará além do [BP:215]Google[/BP] clientes em potencial.

Outra minoria que vem crescendo bastante e também deve ser considerada são os usuários de tecnologias móveis. Se seu site não pode ser acessado por um [BP:57]celular[/BP] quem mais perde é você, e como já citei antes, perder uma fração de usuários (por menor que seja) é simplesmente perder possíveis clientes, vendas ou qualquer outro objetivo que seu site tenha.

Acessibilidade não deve ser tratada como opção, mas sim obrigação. É uma realidade que vem ficando cada vez mais forte no mercado assim como padrões web, e quem não se adapta vai aos poucos ficando para trás.

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Web 2.0: Evolução ou retrocesso?

É fácil notar os inúmeros entusiastas da tal Web 2.0, empresas e desenvolvedores tirando proveito ao prometer serviços de acordo com as tendências da nova Web (em que Web estamos mesmo?). Não acho errado, é mais simples que explicar diversos conceitos técnicos a seus clientes, o problema está quando o foco do projeto passa a ser a tecnologia e não o usuário em si.

Antes de pensar em “Web 2.0″ é fundamental dominar alguns itens básicos como [BP:215]usabilidade[/BP], acessibilidade, semântica e design. Mas na prática vemos diversas páginas com [BP:215]JavaScript[/BP] obstrutivo, efeitos visuais exagerados e layouts confusos cheios de brilho. É uma falha grave esquecer-se do básico.

  • JavaScript pode ser ótimo, mas não deve utilizar muitos recursos do sistema e nem ser obrigatório para navegar pelo site;
  • Efeitos visuais são bem vindos em alguns momentos, como indicar uma alteração ou exibir algum alerta. Mas nunca a cada movimento do usuário;
  • Layouts podem ser bem trabalhados, mas se não forem fáceis de se usar perdem todo o sentido que é servir o conteúdo de forma agradável.

Jakob Nielsen está certo ao dizer que a Web 2.0 está fazendo empresas e desenvolvedores negligenciarem o bom design, aquele voltado a facilitar a vida do usuário. Nesses casos o termo parece inadequado, deveria ser algo como “Web 0.1alpha”, coerente com o retrocesso.

Se você deseja desenvolver aplicações web e sites modernos, comece aprendendo o básico de acessibilidade, usabilidade, semântica e design. Somente respeitando esses itens a web pode realmente evoluir e a experiência do usuário ser cada vez melhor.

SSH: Simplificando tarefas com o Secure Shell

A não ser que você já seja usuário de Linux, provavelmente nunca tenha ouvido falar em SSH, eis então uma ótima hora para descobrir do que se trata e em que pode lhe ajudar no dia-a-dia. Tem um pouco a ver com Telnet (aposto que já ouviu esse nome) mas a diferença é a conexão criptografada, tornando as operações mais seguras.

Partindo do ponto que seu servidor de hospedagem tem acesso por SSH, vamos aprender a usá-lo: Para quem utiliza Linux, basta abrir a linha de comando e digitar ssh nome.do.host, já para usuários de Windows, será necessário instalar um cliente (recomendo o PuTTY, basta efetuar o download e instalá-lo). Quando iniciar o PuTTY aparecerão as inúmeras configurações, onde geralmente só é preciso indicar o Host Name e então clicar em Open.

Configurações do PuTTY

Logo em seguida será aberta uma janela com linha de comando onde será perguntado seu nome de usuário (login) e a respectiva senha.

Login pelo PuTTY

Agora divirta-se, você está conectado!

PuTTY Conectado

Legal, mas se eu já uso um cliente de FTP, para que precisaria de outro de SSH?

Existem operações que podem economizar uma quantidade incalculável de tempo se realizadas com alguns simples comandos por SSH. Imagine as seguintes situações em seu cotidiano:

  1. É necessário realizar operações em massa como renomear todos os arquivos de uma pasta, e agora? Você pode renomear todos manualmente, ou usar a cabeça e digitar no SSH algo como for arq to *.JPG; do mv $arq ${arq/.JPG/.jpg};done (nesse caso todos os arquivos com a extensão .JPG são modificados para .jpg, mas as possibilidades são infinitas).
    <update>
    Como sugeriu o Elcio, uma solução ainda mais interessante seria utilizar o comando rename "s/JPG$/jpg/” *.JPG, para evitar problemas caso a imagem contenha “JPG” no nome (no nome mesmo, não na extensão).
    </update>
  2. Agora o desafio é criar um pacote de backup com todos os seus arquivos, você pode baixar todos eles separadamente, compacatá-los usando seu programa favorito e então enviar novamente por FTP. Mas é muito mais fácil conectar remotamente em seu servidor e executar zip -r backup.zip diretorio, você tem então seu arquivo backup.zip com todos os arquivos contidos na pasta diretorio.
  3. Essa vem do blog do Elcio, no artigo “Quem tem medo do terminal?“. Suponhamos que você precise copiar uma pasta chamada “site” para “sitenovo”, para então trabalhar de maneira segura na nova versão de seu site. Você vai baixar todos os arquivos para sua máquina (igualmente ao exemplo anterior), renomear a pasta e então enviá-los de volta? Não complique! Basta um simples comando: cp -r site sitenovo. Muito mais simples, não?

Citei apenas três exemplos, mas as possibilidades são infinitas e o tempo economizado é incontestável. Não tenha medo do terminal, e aproveite o que ele tem a oferecer.

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