Quanto vale um link?

Antes de linkar para alguma página já parou para pensar quanto vale aquele link? Nem todos entendem o que ele significa para os mecanismos de busca e também para seus visitantes. Um link é a possibilidade de ir para qualquer outro lugar com apenas um clique, este é o grande recurso da web.

Quando se linka uma página é bom estar ciente que seu link é um voto de confiança do conteúdo existente lá. Se tratando de mecanismos de busca o atributo rel="nofollow" pode dizer que você não confia naquele conteúdo, mas isso não serve para seus visitantes.

Admitindo nosso foco como sendo o usuário (mecanismos de busca são apenas uma ligação entre novos visitantes e seu site) é necessário um pouco de cautela e conhecimento antes de se criar um link. Tenha certeza que sabe para onde está levando seus usuários e se possível lhes informe isso.

Existe muito conteúdo podre espalhado por aí, e um erro grave é levar seu visitante despreparado até ele. Saiba bem quem e quais conteúdos linkar, seus usuários agradecerão e você estará fazendo bom uso da web.

Jing Project: capturando imagens e gravando videos de seu desktop

Recentemente apresentei o CamStudio como uma opção gratuita para gravar vídeos da área de trabalho, agora descobri o Jing Project que não apenas grava vídeos como é um ótimo assistente para realizar capturas de tela, também chamadas de screenshots, uma mão na roda para tarefas como criação de um tutorial.

O Jing foi criado pela já consagrada TechSmith, empresa que entende um bocado do ramo (talvez você já tenha ouvido falar do Camtasia Studio ou do SnagIt). O aplicativo conta com uma interface extremamente simples, não é necessário conhecimento sobre formatos ou codecs de vídeos e o resultado da gravação é um arquivo SWF pronto para ser usado na web.

O programa conta também com o recurso de capturar imagens (screenshots) de determinadas regiões da tela, ou mesmo inteira, e salvá-las em PNG, tudo em uma interface intuitiva e de configurações simples, como acionar o sistema de captura por uma tecla escolhida.

O excesso de simplicidade pode prejudicar quem gostaria de configurar mais detalhadamente a qualidade e o formato do vídeo, mas sem dúvidas é um aplicativo muito prático e útil. Não arrisco dizer que supera o CamStudo pois não os vejo totalmente como concorrentes, a melhor opção entre eles varia conforme as necessidades de cada momento, e não custa nada ter os dois.

Como trazer visitantes pelo Google sem truques

São cada vez mais blogs espalhados pela internet e seus donos fazendo de tudo para conseguir audiência, principalmente por mecanismos de pesquisa como o Google. O problema é que a maioria não entende bem a idéia e acaba apelando para conteúdo falso ou apelativo (como títulos e palavras-chave), principalmente sobre assuntos de senso comum.

A idéia de um mecanismo de pesquisa é diminuir a distância entre o usuário e o que ele procura, simples não? Mas não é exatamente isso que ocorre quando você acha uma página sem conteúdo real, um blog caça-paraquedistas repleto de anúncios. Apesar de vários blogueiros dizerem que isso rende milhões de dólares com o AdSense, para mim não passa de um péssimo uso de ferramentas poderosas.

A melhor maneira de atrair visitantes através do Google (e de outros mecanismos também) é indiscutível: crie conteúdo original/inédito e de qualidade. Os algoritmos cada vez mais sofisticados trabalham para levar o usuário até o conteúdo de verdade, qualquer maneira de burlar isso geralmente não dura muito tempo e costuma frustrar os visitantes. Um pouco de SEO pode ajudar, mas é apenas um complemento.

Assim que se espalhou a idéia de ganhar dinheiro blogando tivemos uma explosão de blogs sem qualidade (considerando a maioria, talvez o estadão esteja certo). Mas se você quer um blog de credibilidade e realmente útil, esqueça o senso comum e escreva bons textos. Talvez você até ganhe alguns trocados com isso.

Usabilidade em ações primárias e secundárias de formulários

O Walmar recentemente disse que o botão limpar mais atrapalha do que ajuda e que não há motivos para ele existir, é um ponto de vista totalmente aceitável. Porém podem aparecer casos onde uma ação secundária não pode ser descartada, seja cancelar, exportar, validar, prever e etc. E agora, como fazer isso de modo que ajude o usuário ao invés de atrapalhar?

Neste artigo (em inglês) são sugeridas duas técnicas que achei bem interessantes, a primeira seria dar uma cor de destaque para o botão que irá enviar os dados de modo que seja visto antes de qualquer outro, já os botões de ações secundárias devem estar em cores mais tímidas (cinza por exemplo) para serem vistos apenas quando o usuário procurar por aquela opção.

A segunda técnica me parece ainda melhor, consiste em não usar botões para ações secundárias e sim links de texto (digo visualmente, não assimile marcação de código com visual) diminuindo ainda mais a possibilidade de um clique errado, que costuma desapontar muito o usuário, mas sem abrir mão das outras ações.

Botões de ações primárias e secundárias em formulários

Vale ressaltar que ainda concordo com o Walmar, o objetivo era propor uma solução para casos onde não se pode simplesmente eliminar o outro botão. É sempre importante analisar se algumas funcionalidades não estão atrapalhando a vida do usuário quando o seu objetivo é ajudar.

Semântica em abreviações e acrônimos

A semântica é de extrema importância na web, quando se da um pouco de sentido a informação ela se torna ainda mais poderosa. No caso da internet temos interações entre aplicações, facilidade para achar o conteúdo que procura entre outras inúmeras vantagens. Apesar de dizerem que a Web 3.0 será a web semântica eu prefiro dizer que a nossa web precisa ser semântica.

Apesar de nossas linguagens de marcação ainda serem bem limitadas e estarem evoluindo muito lentamente – XHTML 2 e HTML 5 não me parecem uma realidade muito próxima – existem diversos pontos onde não as aplicamos semântica em nossos documentos atuais, são eles as abreviações e os acrônimos representados pelas tags <abbr> e <acronym> respectivamente.

Sua aplicação é muito simples, sempre que você escrever alguma forma de abreviação em seu documento basta como Av. para Avenida basta colocar em seu código <abbr title="Avenida">Av.</abbr>. Com acrônimos não é muito diferente, quando quiser falar de XML que significa eXtensible Markup Language o código fica <acronym title="eXtensible Markup Language">XML</acronym>.

São coisas simples assim que tornam seu conteúdo mais rico e acessível, quando se acrescenta significado também é acrescentando valor. É seguindo este pensamento que poderemos ter aplicações cada vez mais inteligentes facilitando nossas vidas.

Dica: quem utiliza o Windows Live Writer pode utilizar o Acronyms Plugin, uma mão na roda para não ter que ficar editando código.

Efeito iPhone contrário ao esperado?

Até então evitei falar sobre o intocável, assunto mais do que saturado na web. Mas não resisti depois de ver tanta gente desenvolvendo aplicações específicas para o iPhone, como o mensageiro instantâneo FlickIM, o Leaflets com diversas aplicações úteis e até o Digg criou uma versão exclusiva para o novo sucesso da Apple. Apenas alguns exemplos, existem diversos outros e muitos mais serão criados.

Isso é bastante curioso pois a maior vantagem que vejo no aparelho é poder acessar páginas e aplicações voltadas para [BP:95]desktop[/BP]. A Apple fez um trabalho incrível possibiliando a convergência entre sites para dispositivos móveis e desktops com apresentação rigorosamente igual, e os desenvolvedores estão fazendo o favor de arruinar tudo criando aplicações isoladas para o iPhone. Como se após comprar um eu fosse abandonar meu PC.

O iPhone não veio para substituir nossos [BP:95]computadores[/BP] e nem para se tornar o grande passatempo de quem compra um – vide este post do Bruno Torres -, sua capacidade de navegar pela internet como em um desktop deveria ser mais focada. Caso contrário lembraremos de algo semelhante a guerra dos browsers, “Para acessar este serviço é necessário ter o último iPhone”.

Não me faça digitar WWW

Conhecendo meus leitores sei que não faz sentido algum explicar o que é WWW, e nem quero falar de conceitos mas sim de algo que me irrita muito: sites cujo os endereços não funcionam sem o deprecado WWW.

Não há motivo algum para digitar quatro caracteres a mais – o ponto também conta – em cada site que eu queira visitar mas ainda sim a maioria das pessoas digita, apesar disto ser problema delas e não meu. Acontece que o problema passa a ser meu também quando tento acessar um gvt.com.br ou tim.com.br e recebo o desagradável erro 404.

Qualquer hospedagem – ou seja lá quem controle o seu domínio – que se preze deve saber lidar com WWWs e a ausência deles de modo que não haja diferença alguma para o usuário. Os donos de sites devem se preocupar também pois escolher um endereço – com ou sem os dablius - para ser o principal é importante em termos de SEO, e é possível – eu diria obrigatório – redirecionar quem acessa pelo outro.

Os exemplos que citei acima são de empresas arrogantes que não se importam em agradar o cliente, em uma inversão de papéis nós clientes que nos tornamos submissos a elas, logo não espero que mudem nem acredito que venham a perder um cliente por esse motivo, mas nem todas as empresas podem se dar ao luxo de desagradar assim. (Espero não ter deixado muito evidente que não gosto da TIM e que a GVT tem um serviço horrível)

E por curiosidade existe até um movimento sobre o assunto, o no-www onde há inclusive dicas de como corrigir esse problema, não entrarei no assunto pois não domino configurações de DNS e servidores web e nem é esse o foco do blog.

CamStudio – Gravando seu Desktop

Quando se procura um programa para gravar o desktop a primeira resposta provavelmente será o Camtasia, mas para quem não acredita que há alternativa mais simples e até livre, eu apresento o CamStudio, o considero a melhor resposta para uma clássica pergunta: como gravar meu desktop?

[update] Outra opção mais recente é o Jing Project. [/update]

Com uma interface bastante simples e intuitiva ele foi a minha escolha, possui diversos codecs como x264 e Xvid que permitem uma boa qualidade e um tamanho final aceitável para seu arquivo e nem é preciso por a mão no bolso. Um projeto como esse merece reconhecimento e apoio.

Confira um pouco da interface e algumas opções do programa:

Interface do CamStudio Menu de opções do CamStudio

Opções de vídeo do CamStudio Opções de região a ser gravada no CamStudio

E como não poderia faltar, um pequeno vídeo de amostra:

Ficou um vídeo bastante simples, mostrei um pouco de como é o programa em funcionamento e algumas de suas opções. Gostaria de ressaltar que é possível fazê-lo minimizar logo que a gravação for iniciada e também finalizar o vídeo através do ícone na bandeja (também conhecida como tray) do windows.

Se houver criatividade e tempo quem sabe não virão alguns vídeo-tutoriais por aí…

Sobre acessibilidade, flash e desenvolvedores

Apesar do assunto acessibilidade na internet estar sendo muito discutido (principalmente depois de ser alavancado pelo vídeo da Acesso Digital) muitos desenvolvedores ainda não entenderam a sua importância, o resultado é que não a aplicam em seus projetos, vejo isso claramente em algumas discussões da WDdesign.

O maior problema está nos sites inteiros em flash, que raramente possuem uma versão em [BP:215]HTML[/BP] ou [BP:215]XHTML[/BP] para fins de acessibilidade e até mesmo SEO, seu conteúdo fica restringido a um número menor de pessoas e essa é uma matemática bem simples: você perde possíveis clientes ou vendas. Muitas vezes esses sites são criados por designers que sabem muito de design mas nada de design para internet.

Na verdade não vejo motivo algum para um site ser inteiro em flash, a página da empresa que criou a tecnologia não era, e nem a da atual dona, mas essa ainda é a escolha de muitos clientes e desenvolvedores. Acontece que não há complicação em criar uma versão [BP:215]HTML[/BP] (nem precisa de estilos) para quem não possui o Flash Player, e não adianta dizer que 99,9% possui, pois na minoria você achará além do [BP:215]Google[/BP] clientes em potencial.

Outra minoria que vem crescendo bastante e também deve ser considerada são os usuários de tecnologias móveis. Se seu site não pode ser acessado por um [BP:57]celular[/BP] quem mais perde é você, e como já citei antes, perder uma fração de usuários (por menor que seja) é simplesmente perder possíveis clientes, vendas ou qualquer outro objetivo que seu site tenha.

Acessibilidade não deve ser tratada como opção, mas sim obrigação. É uma realidade que vem ficando cada vez mais forte no mercado assim como padrões web, e quem não se adapta vai aos poucos ficando para trás.

Leitura recomendada:

Quirks mode e Standards mode: Entendendo os modos de renderização

Se você é do período sombrio da web, quando Netscape e Internet Explorer finalmente resolveram implementar o CSS (mesmo que não respeitando padrão algum), não deve ter boas lembraças de como os browsers renderizavam suas páginas. Apenas mais tarde os padrões do W3C ganharam força e os navegadores tiveram de implementá-los.

Netscape Internet Explorer Opera

Surgiu então um problema, com a renderização obedecendo os padrões muitos sites “quebrariam” por serem projetados para navegadores antigos. A solução foi que browsers novos passassem a ter dois modos de renderização: o Quirks mode e o Standards mode, também conhecido por Strict mode (existe ainda o Almost Standards mode, que é uma pequena variação do Standards mode).

Sites antigos continuariam sendo renderizados “corretamente” (do ponto de vista de como foram projetados) através do Quirks mode, que obedece regras sem muito sentido criadas no passado pelos browsers. Enquanto sites novos poderiam usufruir dos padrões criados pelo W3C pois seriam tratados pelo Standards mode. O navegador ficou responsável por escolher o modo apropriado através do Doctype usado (ou ausência de um). Veja uma tabela com possíveis declarações de Doctype e seu resultado em cada navegador.

O Quirks mode hoje é uma dor de cabeça para muitos desenvolvedores, é preciso estar ciente de qual modo de renderização está sendo usado em seu site para evitar problemas “misteriosos”. Muitas vezes o Internet Explorer volta a usar o Quirks mode por detalhes como uma declaração XML ou mesmo um comentário antes do Doctype, se você desenvolve seguindo os padrões isso pode facilmente quebrar seu layout.

(Almost) Standards mode é a melhor opção para seu projeto, embora os browsers novos tenham suporte ao Quirks mode é muito complicado e pouco produtivo trabalhar com ele por não ser realmente padronizado. E mesmo utilizando o Standards mode seu site ainda deve ficar “legível” em navegadores antigos.

Leitura recomendada: